segunda-feira, 3 de novembro de 2014

MARAVILHOSA GRAÇA

Eu não sei nada, exceto uma coisa que todos sabem: quando a Graça dança, eu também devo dançar. - W.H. Auden

Existe um verbo no grego para a palavra Graça que significa: eu me regozijo, eu estou feliz.

Rejeitei a igreja durante algum tempo porque encontrei bem pouca graça ali. Voltei porque não descobri graça em nenhum outro lugar. - Philip Yancey

Graça: Um presente que custa tudo para o doador e nada para quem recebe. - Philip Yancey

A Graça acontece. - Philip Yancey

Na base do reino da ausência de graça, alguns trabalhadores merecem mais do que outros; no reino da graça, a palavra MERECER nem mesmo se aplica. - Philip Yancey

Graça significa que não há nada que possamos fazer para que Deus nos ame mais. - Philip Yancey

E a graça significa que não há nada que possamos fazer para Deus nos amar menos. - Philip Yancey.

Todos nós somos esquisitos, mas Deus nos ama mesmo assim. - Philip Yancey

A graça morre quando nos colocamos uns contra os outros. - Philip Yancey

O homem (Jesus) a quem você se submete não quer que você seja livre para ser escravo; Ele rompe o ciclo de seus grilhões, e contra os seus quase extintos e ainda latentes desejos, acende e reacende o fogo da Graça. - Philip Yancey.

... a prova da maturidade espiritual não é quanto você está "puro", mas, sim, a conscientização de sua impureza. Essa mesma conscientização abre a porta da Graça. - P.Y.

A lei simplesmente indicava a enfermidade; a graça realizou a cura. - P.Y .

O homem nasce quebrado. Ele vive com remendos. A Graça é a cola. - Eugene O'neil.

Todos os movimentos naturais da alma são controlados por leis análogas às da gravidade física. A Graça é a única exceção. - Simone Weil.

Qualquer coisa que nos faça sentir superiores às outras pessoas, qualquer coisa que nos tente a exibir um senso de superioridade é gravidade - e não graça. P.Y.

Quando a Graça se manifesta, o mundo fica em silêncio. P.Y.
I have a dream - Eu tenho um sonho

Mulher é muito sonhadora! Mulher vive no mundo dos sonhos. Mas também mulher realiza sonhos. Se não os seus, realiza os dos outros. Eu nasci diferente em minha família, em todos os aspectos. Meus irmãos são todos morenos, eu nasci branca igual um papel. Meus irmãos sempre se contentaram com as coisas, eu não! Sempre achei que o mundo, pelo menos o meu mundo, ia além da cidade onde nasci. Eu nunca gostei de ser "igual" a todo mundo. Por isto fazia meus calçados, inventava minhas roupas, e se algo estava na moda, pra mim já era! Gostava de gente e queria ser popular. Nasci em uma família evangélica. Vivi meus primeiros anos de vida na zona rural e fui muito feliz lá. Éramos pobres, mas nem notávamos de tão felizes que éramos. Não se tinha telefone, não se tinha net e nem carro. Criava os próprios brinquedos e com isso desenvolvi a capacidade de criar coisas com as mãos, inventar. Aprendi a ler antes de ir para escola de tanta vontade que eu tinha de ler as revistas e livros do meu pai. Ele era um auto-didata, vivia sempre cercado de livros. Ele morreu aos 40 anos e eu tinha 9 quando isto aconteceu.Tão logo, fui morar com minha tia lá na vila Cecília e estudar no Walt Disney. Isso foi algo horrível porque de uma hora pra outra, eu não tinha mais meu pai, nem minha mãe, nem meus irmãos. Ficamos assim um tempo, cada um na casa de alguém até que minha mãe arrumasse trabalho e então fomos morar  naquela vila São Lucas.  Nada contra a vila, e nem por ser a São Lucas, mas por não ter mais o meu pai. Ele nos contava histórias. Nos incentivava a sempre fazer o melhor! Fomos crescendo e aprendendo a sobreviver! A Escola não tinha muita graça porque eu era o tipo "caxias" , como se dizia na época. Quase sempre nota dez. Comportada e amiga de todos. Veio a adolescência e então naturalmente desperta a sexualidade e não sabíamos lidar com isso e tínhamos que lidar mesmo sem saber, e assim se comete muitos erros. Na vila você fica sabendo muita coisa a respeito de drogas. Pelo menos eu sabia. Era amiga dos drogados. Esses caras me fascinavam, mas acho que eu era um pouco "inteligente" porque pensei: vou ler tudo que tiver sobre o assunto antes de experimentar. E fui buscar informação e nesta busca, decidi que eu não queria experimentar. Adorava os hippies e estudava o movimento hippie, e como eu nasci nesta década, de 60 - eu achava que tinha nascido pra ser hippie. Fiz alguns amigos no centro de POA, mas rolava droga e eu não queria, nem queria me prostituir. Mas uma coisa eu sabia que eu queria: Ser diferente! Marcar a minha geração. Não queria simplesmente passar pela vida, mas sim, vivê-la com um propósito. Mas que propósito é este, quando não se sabe nem quem é e nem para onde vai? Escrever um livro era meu sonho desde pequena e várias vezes começava a escrever, mas nunca terminava! Um dia resolvi que era muito difícil escrever um livro, então inventei que já tinha o título e o último capítulo, só faltava tudo o que ia entre um e outro. Mas era isto mesmo, eu tinha o título e o último capítulo, mas o conteúdo teria que vir com o aprendizado e a experiência. Vivia uma vida religiosa. Seguia o que aprendi desde pequena, mas isto não me satisfazia. Eu queria conhecer Deus. Questionava tudo. Tentava estudar a Bíblia, mas não entendia nada! Achava que Deus não existia. Que tudo que tinha aprendido era balela! Sonhava em conhecer outros lugares e mesmo querendo me casar e formar uma família, não me imaginava fazendo isto sem antes ter pelo menos saído do RS. Também queria muito andar de avião. Queria fazer faculdade, mas como era difícil naquela época, só mesmo quem os pais podiam ajudar. Mas era um sonho. Tinha abandonado os estudos porque achava tudo a maior besteira; ficar dentro de uma sala de aula ouvindo blá,blá,blá... (isto parece com a Cháris).  Com 18 anos tive uma experiência maravilhosa. Tive um encontro com Deus. E Deus falou comigo. E quando Deus fala especificamente com uma pessoa, esta pessoa fica marcada pro resto de sua vida.

Um abraço
Elaine Teobaldo - Pastora/Escritora


quarta-feira, 24 de setembro de 2014



Toda renúncia tem dor. Se não houvesse dor não seria renúncia.

Um abraço
Prª Elaine Teobaldo

quinta-feira, 18 de setembro de 2014


“Não vivo sozinho(a) neste mundo, então, como posso me relacionar de maneira construtiva com as pessoas que filtram de formas diferentes os acontecimentos?”
HISTÓRIA DA BATATA FRITA
Carolina cansada, porque mais uma vez experimentava a mesma rotina de sempre: viajar, viajar, viajar. Como das outras vezes puxando a sua mala, encaminhou-se até uma pequena lanchonete e pediu seu pacote de batatas fritas preferido. O avião demoraria ainda um pouco a sair e ela precisava se distrair para passar o tempo.
Com o pacote em uma das mãos, sentou-se em um banco e abaixou-se para pegar uma revista na mala. Qual não foi sua surpresa ao tentar pegar a primeira batata, e perceber que um senhor a seu lado também colocou a mão no saquinho, e de posse de alguma delas sorriu para ela antes de colocá-las na boca.
“ Que velho folgado! ” pensou. “Duvido que ele tenha coragem de comer mais alguma ”
Mas foi puro engano. Durante algum tempo, ele foi comendo espaçadamente junto com ela, sempre muito simpático, até a penúltima batata.
Sim, porque ela estava furiosa diante da petulância do tal senhor, e esperou sobrar no pacote a última batata para saber a reação dele. Aqueles minutos pareciam uma eternidade, e para seu espanto ele delicadamente quebrou a batata ao meio no fundo do pacote, deixando para ela a última metade. Irada ela se levantou e dirigiu-se ao portão de embarque. Já dentro do avião, sentou-se praguejando consigo mesma a respeito da humanidade, sentindo-se revoltada por não ter xingado aquele senhor.
Abriu a bolsa para olhar-se no espelho, já que sentia o sangue ferver em suas veias. Nesse instante quase caiu, se não estivesse sentada. O seu pacote de batatas fritas estava ali, inteiro, dentro da bolsa sem nunca ter sido tocado...
Para respondermos a pergunta acima temos que saber que mapa não é território, ou seja a realidade é profundamente subjetiva, pois está diretamente ligada a forma como nós entendemos a vida através de nosso modelo de processamento dos dados que nos são apresentados.
Entendemos como verdadeiras todas as coisas que nossos meta programas, valores, crenças, decisões e memórias nos fizerem acreditar como certos, e então o que estiver de forma diferente está errado.
Não levamos em consideração que o que é errado para nós pode ser certo para outros dependendo de como é o modelo de processamento de cada um.
O comportamento é resultado desse estudo, e através da fisiologia, tom de voz e movimento dos olhos, nós podemos precisar como está acontecendo a Representação Interna das pessoas que nos cercam.

41 min · 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

50º

Quando o calor passar,
e o frio chegar...
no meu cobertor
eu vou me enrolar.

Pegarei meu cachecol
meu casaco preto
meu par de botas
esquecidos...

Quando o calor passar
e o frio chegar
quando será?

Meus chás com bolachinhas
minhas sopas quentes à noite
nem lembro mais como é...

Mas quando o calor passar
e o frio chegar
vou ter o prazer de tomar
apenas um banho...
... e olhe lá...

by Elaine Teobaldo

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

HOMENAGEM AO VÔ TIDI




ELE CULTIVOU UMA ÁRVORE E ESTA ÁRVORE FICOU MUITO GRANDE, FEZ UM BALANÇO NA ÁRVORE, PARA SEUS NETOS E PARA MINHAS FILHAS.
 ELAS CHEGAVAM LÁ E BRIGAVAM DISPUTANDO A VEZ NO BALANÇO, ELE NÃO SE IMPORTAVA DE BALANÇÁ-LAS E DAR RISADA COM ELAS.
 DAR RISADAS... ELE ESTAVA SEMPRE SORRINDO. QUANDO CHEGAVA NA IGREJA E CUMPRIMENTAVA CADA IRMÃO, SEU SORRISO ERA SEMPRE ESBOÇADO COM ESPONTANEIDADE, ASSIM ELE ERA!
AH, VOLTANDO A ÁRVORE, ELA ESTAVA LÁ PARA QUEM QUISESSE.
 QUANDO MORAMOS PERTO DE SUA CASA, NOS DIAS QUENTES EU SENTAVA À SUA SOMBRA, SUA CASA NÃO TINHA PORTÃO, NEM MUROS, ENTRAVA QUEM QUISESSE NA HORA QUE QUISESSE!
 ASSIM ERA SUA VIDA TAMBÉM, SEM PORTÃO, SEM MUROS! POR ISTO MUITA GENTE ENTROU E ELE FEZ GRANDES AMIZADES, CULTIVOU ÓTIMOS RELACIONAMENTOS. 
E UMA VEZ QUE ENTROU NA SUA VIDA, DIFÍCIL ERA SAIR, ACHO QUE NINGUÉM SAIU, POR ISSO A LINDA HOMENAGEM NO SEU VELÓRIO COM TODA AQUELA MULTIDÃO!
ELE NOS AMAVA COMO SEUS FILHOS, QUANDO TINHA FESTA EM SUA CASA ERA PARA OS FILHOS E PARA NÓS!
 GOSTAVA DE GUARDAR ANTIGUIDADES E NOS 15 ANOS DE MINHA FILHA REPARTIU COM ELA UMAS RELÍQUIAS, ELA ADOROU! FEZ UM LINDO QUADRO QUE ESTÁ NO SEU QUARTO, UMA BELA LEMBRANÇA!
VIVIA COM SIMPLICIDADE, MAS FOI UM GRANDE HERÓI, INSPIROU SEUS FILHOS A AMAR AS PESSOAS MAIS DO QUE AS COISAS, POR ISSO SEUS FILHOS (E NETOS) SE TORNARAM PASTORES, CUIDADORES DE GENTE!
SENTAVA LOGO ATRÁS DE MIM EM TODOS OS CULTOS! COMO VOU SENTIR FALTA DISTO!
MAS ELE COMBATEU O BOM COMBATE, COMPLETOU A CARREIRA E GUARDOU A FÉ.
ESTÁ NA GLÓRIA DO PAI, E UM DIA NOS REENCONTRAREMOS...
TALVEZ LÁ TENHA UMA ÁRVORE COM UM BALANÇO... ENTÃO VAMOS DAR MUITAS RISADAS! 

Um abraço
Prª Elaine Teobaldo








domingo, 5 de janeiro de 2014

Minha filha, nossa escritora

ARACATI – ESTIVE LÁ APENAS UMA VEZ… E JAMAIS ESQUECI.

Era novembro de 2008. Meus avós estavam completando 50 anos de casados e nós saímos do Rio Grande do Sul e fomos até Fortaleza, no Ceará para comemorar com eles. Já haviam se passado sete anos desde a última vez que eu tinha visto a família do meu pai.
Há 142 km da capital cearense fica a cidade de Aracati, sertão do Ceará, às margens da Lagoa de Santa Teresa. Meu avô, seu Josias Teobaldo, fez um pedido especial naquelas bodas de ouro: queria que toda família, filhos, netos, genros e noras fossem conhecer o sertão onde ele nasceu, e assim aconteceu.
Fazia muito calor naquele dia; não tenho certeza, mas acho que era um sábado. Acordamos antes do sol nascer e pegamos a estrada rumo a Aracati. Depois de mais de duas horas de viagem, comecei a avistar aquele chão batido, casas de barro, algumas árvores sem folhas e jegues pelas ruas, muitos jegues. Estávamos no interior do interior do Ceará.
Shallom_AracatiChegamos então ao lugar onde passaríamos o dia: uma pequenapousada no meio daquela terra vermelha. Fomos tomar café e, como é de costume dos nordestinos, pelo menos dos membros da minha família, a mesa era farta, muitas frutas, sucos, cuscuz e claro, a tradicional tapioca.
O mais incrível era que, quando eu olhava para um lado, enxergava um lugar seco e sem vida; quando olhava para o outro, a paisagem era estonteante, a Lagoa de Santa Teresa é enorme e aquele calor convidava para um banho. Eu e meus primos, como boas crianças que éramos, fomos logo para dentro d’água, jogamos bola, rimos, nos divertimos e, por fim, o cansaço me venceu. Deitei na rede e no fim do dia, quando acordei, o mais bonito de se ver era o sorriso no rosto do meu avô, por nos ver todos juntos, por voltar as suas raízes, por estarmos ali vivendo junto com ele aquele momento.
Não sei se um dia voltarei a visitar o Aracati, mas nunca me esquecerei do que eu vi lá: alguns rostos enrugados sentados em suas cadeiras na frente de casas de barro sem nenhuma ventilação, crianças brincando com os jegues sem chinelos nos pés e sorrisos, lindos sorrisos. Além das pessoas, a natureza sorriu pra nós naquele dia.
Em outubro desse ano meu avô completou 80 anos. Eu não pude estar lá para abraçá-lo, afinal, mais de 4.100 km nos separam, mas não diminuem nosso amor. Esta lembrança é para ele. Para dizer que eu o amo.

História compartilhada pela Storyteller Shállon Teobaldo.

Storyteller_ShallonShállon Hadassa do Nascimento Teobaldo, 19 anos, nasceu em Porto Alegre mas já se mudou mais de doze vezes, uma vida meio nômade, com isso aprendeu a gostar de conhecer novos lugares e viajar Brasil a fora. Estudante de jornalismo no UniRitter, apaixonada pela profissão, amante dos animais, dançarina e musicista desde criança, fascinada pelo universo literário, curiosa nata, mas, acima de tudo apaixonada por Deus, pela família, as pessoas e suas histórias.
__________________________________________________________________________________________________________
Faça como a Shállon, envie a sua história para nós!